sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A MÚSICA POPULAR (Por Gabriela Portilho)

   A partir de 1930, nos Estados Unidos, a música popular passou a ser um fenômeno de proporções continentais. Os grandes programas de rádio eram ouvidos de costa a costa, facilitando o aparecimento de novos artistas e mitos da comunicação. As condições técnicas para gravação de discos e transmissões de longa distância vinham sendo aperfeiçoadas com muita velocidade desde o início do século XX, fazendo com que a qualidade do som também se tornasse um produto.O estilo musical em ascensão, em meados dos anos 30 era o swing, estilo de jazz próprio para dançar, logo adotado pela mídia que precisava estimular a população (esmagada pela recessão desde a queda da bolsa em 29) a consumir e se divertir.


     A primeira gravação de um samba deu-se em 1917, com Pelo telefone. Registrado e cantado por  Donga, a música, entretanto, era uma criação coletiva de instrumentistas, cantores e compositores que se apresentavam em bares, cinemas, festas, casas de família ou casas noturnas da capital federal. O novo gênero era uma mescla temperado pela criatividade de músicos profissionais. Não se pode atribuir ao samba um caráter de criação folclórica ou totalmente popular, embora tivesse raízes nos ritmos preferidos pelos pobres (especialmente os negros) do Rio de Janeiro.
O novo gênero expandiu-se de maneira rápida nos carnavais da década de 20 e alçou-se nacionalmente através do rádio e do cinema, nos anos 30, quando uma esfuziante safra de talentos criou melodias e canções inesquecíveis.


Coube a Noel Rosa consolidar o samba através de uma sofisticada veia lírica, que se somou à irreverência do espírito carioca e ao registro realista dos costumes urbanos. Apesar de ter vivido apenas 27 anos, legou-nos um punhado de obras-primas: Palpite infeliz, Conversa de botequim, Feitiço da Vila, Até amanhã, Pastorinhas, O  orvalho  vem caindo, entre outras.


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